Atenta às oportunidades, BCF registra resultado positivo no primeiro semestre - Revista Anamaco

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Atenta às oportunidades, BCF registra resultado positivo no primeiro semestre

Texto: Redação Revista Anamaco

Em um primeiro semestre marcado por incertezas, geradas pela pandemia de coronavírus, que afetaram o desempenho de  empresas de quase todos os segmentos econômicos, alguns fabricantes viram na crise a oportunidade. Assim aconteceu na BCF.
Marco Antonio Capozzielli, diretor Executivo da empresa, revela que, apesar do momento de crise, a companhia atingiu, nos primeiros seis meses do ano, resultado dentro das projeções feitas no período pré-pandemia.
Sem citar os percentuais de incremento, o executivo comenta que a BCF tinha um planejamento de forte crescimento para 2020 e, apesar de, com o início do surto de Covid-19, ter acreditado que precisaria rever o plano, nos primeiros meses da crise, encontrou um cenário aquecido nos mercados em que atua. “No final de março e durante todo o mês de abril, tivemos uma alta demanda dos itens do segmento hospitalar, tanto no mercado interno como em exportações”, lembra Capozzielli.

 MARCO ANTONIO CAPOZZIELLI               
Uma das saídas para driblar o momento de crise foi atender a todos os hospitais de campanha da cidade de São Paulo. O diretor conta que, assim que soube do projeto dos hospitais no Pacaembu e no Anhembi, identificou que a maior parte da construção desses locais seria realizada por empresas ligadas à montagem de estandes de feiras e eventos. Assim, acionou a rede de contatos e conseguiu entregar alguns dos materiais utilizados. “Depois disso pudemos contribuir, também, com outros hospitais de campanha pelo País. Para nós, é imensamente gratificante fazer parte desse esforço de combate à pandemia”, observa.
Com uma carteira composta por cerca de cinco mil clientes - entre home centers, atacadistas e distribuidores - Capozzielli revela que, cerca de 70% da produção da BCF têm como destino as lojas de material de construção.
Bastante importantes para os negócios, o executivo lembra que, logo que foi decretado o fechamento do comércio em São Paulo, a BCF decidiu suspender todas as atividades de produção. Com isso, a equipe comercial migrou para o home-office e a direção iniciou um planejamento para encontrar maneiras de fazer todos os contatos, organizar a produção, equilibrar o caixa, entre tantos outros “milagres” que precisavam acontecer em questão de dias para se reinventar totalmente. "Conseguimos montar equipes otimizadas de produção, atender às necessidades específicas de nossos colaboradores, estabelecer normas que atendessem aos novos protocolos sanitários e garantir que a cadeia de suprimentos fosse mantida”, reforça.

                                                                                              
O executivo conta que, embora algumas programações agendadas para lojas do setor tenham sido canceladas num primeiro momento, o volume total de produção não chegou a ser brutalmente atingido, de forma que a maior preocupação foi atender à demanda com as novas restrições que a pandemia impôs.
Com a reabertura das lojas de material de construção, que em boa parte do País foram consideradas atividades essenciais, as vendas melhoraram. O diretor da BCF comenta que, em junho, o setor de se mostrou mais aquecido. “Com as pessoas em casa, por um longo período, direcionaram recursos para melhorias em suas residências, desde reparos a pequenas reformas. Com isso, o varejo de material de construção se recuperou”, opina.
Em atividades desde 1971, a BCF produz portas sanfonadas, forros, persianas e box sanfonado em PVC, e atua, também, no setor de saúde, com o fornecimento de biombos hospitalares; na indústria moveleira, com soluções específicas para o setor, e no segmento Pet, com a fabricação de portão sanfonado.
O fabricante, segundo Capozzielli, atua em todo território nacional, com maior atuação no Sudeste, porém, comenta que houve forte crescimento neste semestre da Região Norte. E é para lá que os olhos da BCF estão voltados. O diretor antecipa que a companhia deverá construir um Centro de Distribuição (CD) no Norte do País. “Embora não estivesse previsto no planejamento deste ano, tivemos um crescimento expressivo na Região, portanto estamos em estudos de viabilidade do projeto”, justifica.
Apesar da crise, a equipe, com cerca de 80 colaboradores, cresceu e foram abertas novas vagas, neste semestre, para acompanhar o planejamento de crescimento da empresa. “Diferentemente de outros setores que tiveram suas atividades paralisadas com a crise gerada pelo coronavírus, o setor de material de construção se mostrou demandante, o que comprova sua essencialidade. Com isso, apesar de profunda revisão do planejamento, a expectativa  é de que possamos continuar com um crescimento da ordem de 15% este ano”, finaliza.

Fotos: Divulgação

 

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