Carga tributária: o entrave da construção
Texto: Redação Revista Anamaco
A elevada carga tributária assumiu o posto de principal problema enfrentado pela indústria da construção, mostra a Sondagem da Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara Brasileira de Indústria da Construção (CBIC).
Entre o terceiro e o quarto trimestres do ano passado, o entrave saltou cinco pontos percentuais, de 32,2% para 37,2%, ultrapassando as taxas de juros elevadas que passaram a ser a segunda maior preocupação dos industriais da construção (32,1%).
A falta ou alto custo de trabalhador qualificado e a falta ou alto custo de mão de obra não qualificada aparecem empatados na sequência do ranking dos principais problemas; ambas foram assinaladas por 28,5% dos empresários da construção.
O estudo mostra que o índice de facilidade de acesso ao crédito atingiu 39 pontos no quarto trimestre do ano, ainda bem abaixo da linha de 50 pontos, indicando que os empresários da construção continuam sentindo bastante dificuldade para obter financiamento. “O ciclo de atividade da indústria da construção é longo e o setor tem grande necessidade de crédito para fazer os empreendimentos. À medida em que o acesso ao crédito está difícil e caro, por conta das taxas de juros elevadas, o setor é muito afetado”, explica Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
Já o índice de satisfação com o lucro operacional recuou 0,3 ponto, caindo para 45,1 pontos. O patamar revela que os empresários estão ainda mais insatisfeitos com suas margens de lucro.
A pesquisa mostra, também, que o índice de satisfação com a situação financeira avançou 0,8 ponto e chegou aos 49,5 pontos. O indicador se aproximou da linha de 50 pontos. Isso sugere que diminuiu a insatisfação dos industriais da construção com o caixa das próprias empresas.
O índice de evolução do preço médio de insumos e matérias-primas, por sua vez, permaneceu em 61,6 pontos. O resultado demonstra que o preço desses itens continua crescendo no mesmo ritmo que no trimestre anterior.
A edição de dezembro ouviu 315 empresas, sendo 123 pequenas, 134 médias e 58 grandes.
Foto: Adobe Stock




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