Confiança do empresário industrial tem pior janeiro em 10 anos, mostra CNI
Texto: Redação Revista Anamaco
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) subiu 0,5 ponto neste mês de janeiro, chegando aos 48,5 pontos. A ligeira alta, porém, não impediu que o indicador registrasse o pior resultado para o mês em 10 anos, revela a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em janeiro de 2016, durante a recessão econômica, o ICEI marcou 36,6 pontos. O ICEI vai de 0 a 100 pontos e valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança.
Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, explica que os juros altos são a principal causa desse resultado. “A confiança do empresário vem baixa desde o início do ano passado, respondendo à elevação da taxa Selic, que aconteceu a partir do fim de 2024. À medida em que a taxa de juros aumentou e os efeitos foram mais sentidos na atividade econômica, a falta de confiança se consolidou”, salienta.
De acordo com o estudo, o Índice de Condições Atuais subiu 0,2 ponto em janeiro e atingiu 44 pontos. Por estar abaixo de 50 pontos, o resultado mostra que os empresários ainda avaliam que a economia e os próprios negócios seguem piores do que há seis meses. O avanço sutil decorre de uma percepção menos negativa dos industriais sobre as condições das empresas, já que a avaliação sobre a economia brasileira piorou.
Já o Índice de Expectativas subiu 0,7 ponto, de 50 pontos para 50,7 pontos. O movimento indica que os empresários deixaram a neutralidade e voltaram a demonstrar expectativas positivas para os próximos seis meses. O otimismo, no entanto, é puxado pela expectativa positiva para o desempenho das empresas, uma vez que as perspectivas para a economia ficaram mais negativas.
A edição de janeiro do ICEI ouviu 1.058 empresas: 426 pequenas, 383 médias e 249 grandes.
Foto: Adobe Stock




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