Em novembro, endividamento dos brasileiros retorna ao nível pré-pandemia - Revista Anamaco

Endividamento

Em novembro, endividamento dos brasileiros retorna ao nível pré-pandemia

Texto: Redação Revista Anamaco

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em novembro, o número de brasileiros com dívidas caiu pela terceira vez consecutiva e retornou ao nível registrado em fevereiro, antes da pandemia de coronavírus.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostra que houve retração de 0,5 ponto percentual, com relação a outubro, e aponta que 66% dos consumidores estão endividados. No comparativo anual, contudo, o indicador registrou aumento de 0,9 ponto percentual.
José Roberto Tadros, presidente da CNC, destaca que indicadores recentes têm mostrado que a recuperação da economia está mais robusta do que as estimativas indicavam, impactando, inclusive, em pressões inflacionárias pela oferta e demanda. “Deve-se considerar, porém, que a proporção de consumidores endividados no País é elevada, e grande parte do crédito dispensado durante a pandemia foi concedido com carência nos pagamentos”, alerta Tadros, reforçando a necessidade de seguir ampliando o acesso aos recursos com custos mais baixos e possibilitar o alongamento de prazos de pagamento das dívidas para mitigar o risco da inadimplência no sistema financeiro.
De acordo com o levantamento, o total de famílias com dívidas ou contas em atraso também apresentou a terceira redução consecutiva, caindo de 26,1%, em outubro, para 25,7%, em novembro. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, a proporção cresceu 1 ponto percentual.
Nesse cenário, a parcela das famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes teve nova retração, passando de 11,9%, no mês passado, para 11,5%, em novembro. No mesmo período de 2019, o indicador havia alcançado 10,2%.
O estudo aponta, ainda, que com relação aos tipos de dívida, o cartão de crédito segue como a principal modalidade de endividamento para 77,8% das famílias. Na sequência, aparecem os carnês (16,1%) e o financiamento de veículos (10,7%).

Foto: Adobe Stock

 

Em novembro, endividamento dos brasileiros retorna ao nível pré-pandemia
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