Confiança em baixa

Piora na confiança da indústria

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas reduziu-se em 1,5% entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, ao passar de 114,5 para 112,8 pontos, considerando-se dados com ajuste sazonal.
A confiança do empresariado industrial volta a cair após ter alcançado, em dezembro passado, o nível mais elevado do segundo semestre de 2010. Apesar da queda, o índice mantém-se em patamar elevado e superior à média histórica de 101,6 pontos.
A queda em janeiro foi influenciada pela pior avaliação em relação à situação presente. Entre dezembro e janeiro, o Índice da Situação Atual (ISA) recuou 3,5%, passando para 112,1 pontos, o menor desde dezembro de 2009 (111,9).
Já o Índice de Expectativas (IE) elevou-se em 0,7%, para 113,6 pontos, o maior desde maio de 2010 (113,0). O quesito que mede o grau de satisfação com o ambiente atual dos negócios foi o que mais influenciou na redução do ISA, ao passar de 126,9 em dezembro para 120,0 pontos em janeiro.
A proporção de empresas que consideram a situação dos negócios como boa reduziu-se de 31,6% para 26,1% e a parcela das que a avaliam como fraca aumentou de 4,7% para 6,1%.
As expectativas dos industriais são mais animadoras em relação à evolução do ambiente dos negócios nos seis meses seguintes. O indicador de 149,9 pontos para este quesito supera o dos dois meses anteriores. Das 1.192 empresas consultadas, 52,8% esperam melhora da situação dos negócios no semestre janeiro-junho de 2011 e 2,9% têm a expectativa de piora. Em dezembro, esses percentuais foram de 46,8% e 1,6%, respectivamente.
Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI) reduziu-se de 84,9% para 84,7% entre dezembro e janeiro de 2011.

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