Varejistas cautelosos
Texto: Redação Revista Anamaco
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), pesquisado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), subiu 0,6% em julho, em relação a junho, a quarta alta seguida, descontados os efeitos sazonais. Nessa comparação, a maioria dos indicadores apresentou avanço, sendo o das condições atuais aquele com maior variação (+1,5%) e o das expectativas o único com queda (-0,1%).
Contudo, na comparação com igual mês do ano anterior, a tendência negativa sobressaiu, com baixa de 3,1%, principalmente nas Condições Atuais - Icec (6,1%) e especificamente na Economia (12,5%), mostrando que, apesar de esse indicador ter tido avanço de 0,4% no mês, continua bem abaixo do resultado de julho do ano passado, sendo também aquele com menor nível da pesquisa (62,3 pontos, com ajuste).
A pesquisa revela que, em relação às Intenções de Investimentos - Icec e seus subindicadores, a alta mensal foi acompanhada por valores superiores a 2024. O maior destaque nessa categoria foi a Intenção de Contratação de Funcionários - Icec, tendo o maior aumento anual (1,6%). Já os investimentos na empresa (1,1%) foram os que mais cresceram na comparação mensal.
O estudo indica que, mesmo com os resultados positivos do mês, as condições atuais continuam abaixo do resultado de 2024 e a taxa de juros mais alta continua pressionando os empresários, fazendo com que as Expectativas - Icec tivessem a primeira queda mensal (0,1%) desde março. A expectativa em relação à economia e ao setor ficou estável, sendo a perspectiva para as empresas a maior influência no mês (-0,2%).
Outro dado apurado pelo levantamento mostra que a retração anual na confiança do empresário do comércio em julho foi impulsionada por todos os segmentos, principalmente pelas lojas do varejo de eletrônicos, eletrodomésticos, móveis e decoração, cine/foto/som, material de construção, veículos (4,6%), contudo com avanço na análise mensal em todos.
Em relação à percepção atual do comércio, o segmento de bens não duráveis foi o que apresentou maior queda na análise anual (8,4%). Sendo que, assim como no indicador geral, já se consegue perceber uma recuperação no mês (2,6%). No entanto, o segmento de bens duráveis foi o que mostrou maior recuperação mensal (3,3%).
Em relação às expectativas para o setor, o comércio de bens duráveis se destacou, com a maior queda anual (5,8%), mesmo tendo a única taxa positiva no mês (0,9%).
Entre a intenção de investimentos, a Contratação de Funcionários - Icec foi a com melhor recuperação no ano (1,6%). Na análise mensal, o segmento de eletrônicos, eletrodomésticos, móveis e decoração, cine/foto/som, material de construção, veículos obteve a única queda (1,4%), enquanto todos apresentaram aumento na comparação com julho do ano passado, principalmente supermercados, farmácias, lojas de cosméticos (4,0%).
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