Vendas do varejo recuam 2,5% em março, aponta pesquisa do IBGE - Revista Anamaco

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Vendas do varejo recuam 2,5% em março, aponta pesquisa do IBGE

Texto: Redação Revista Anamaco

De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas no varejo recuaram 2,5% em março em relação a fevereiro (série com ajuste sazonal). A média móvel trimestral, após decréscimo de 0,4% no trimestre encerrado em fevereiro, recuou 1,1% no trimestre finalizado em março.
Na série sem ajuste sazonal, a queda foi de 1,2% em relação a março, contra aumento de 4,7% em fevereiro. Foi a primeira desaceleração após 11 meses consecutivos de variações positivas nesta comparação. O varejo acumulou alta de 1,6% no ano e 2,1% nos últimos doze meses.
Já no varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas caiu 13,7% em relação a fevereiro (queda mais intensa desde o início da série, iniciada em fevereiro de 2003), contra a alta de 0,5% do mês anterior. Com isso, a média móvel trimestral de março (-4,2%) foi menor que a de fevereiro (0,1%).
Em relação a março do ano passado, o comércio varejista ampliado recuou 6,3%, o que representa a primeira queda após 11 meses consecutivos de variações positivas, com estabilidade (0,0%) no acumulado no ano. O acumulado nos últimos doze meses foi de 3,3%.
Os resultados para março de 2020 foram marcados pelo início do isolamento social devido à pandemia de Covid-19. Do total de empresas coletadas pela pesquisa, 14,5% relataram impacto do isolamento social em suas receitas, que se iniciou em algumas capitais a partir da segunda quinzena de março.
Ao justificar a variação detectada em suas receitas de vendas em março, 43,7% das empresas citaram o coronavírus como principal causa. Na comparação com março de 2019, a queda no volume de vendas destas empresas que relataram impacto do Covid-19 em suas atividades foi de 23,0%, enquanto a retração das que não reportaram qualquer impacto da quarentena em suas receitas cresceu 1,5%, na mesma comparação. No varejo ampliado, a queda no volume de vendas das empresas impactadas pelo coronavírus foi de 26,8%, enquanto o das que não relataram impacto recuou 3,1%.
Considerando o comércio varejista ampliado, em março, as vendas recuaram 13,7%, frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal, demonstrando inversão com relação ao mês anterior (0,5%). Para essa mesma comparação, Veículos, motos, partes e peças e Material de construção registraram queda de 36,4% e 17,1%, ambos, respectivamente, após variação positiva de 0,1% e 0,2% observados no mês anterior.
Com recuo de 6,3% frente a março de 2019, o varejo ampliado interrompe onze meses de taxas positivas consecutivas que vinham sendo observadas no indicador interanual. A principal contribuição negativa à taxa geral do varejo ampliado veio da forte queda registrada em Veículos, motos, partes e peças (20,8%), além do recuo observado em Material de construção com (7,6%).
O varejo da construção, com esse resultado, registra recuo de 2,3% no acumulado do ano, invertendo o sinal se comparado ao mês de fevereiro (0,3%). O indicador acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 3,4% em fevereiro para 2,8% em março, se manteve no campo positivo, ainda que com diminuição no ritmo. 

Foto: Adobe Stock

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