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Vendas no varejo de material de construção recuam 6% em maio

Dados apurados pela Pesquisa Tracking, realizada pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), mostram desaceleração das vendas nas lojas de material de construção em maio. O levantamento aponta que tanto na comparação mensal quanto na anual, os negócios no varejo recuaram. Na relação com abril, as vendas caíram 6% e sobre maio do ano passado, a queda é de 9%. Com o resultado, no ano, as vendas estão 3% menores em relação a 2017, e na comparação com os últimos doze meses, o recuo é de 0,5%.
Claudio Conz, presidente da entidade, explica que o mês, geralmente, é de negócios aquecidos. Este ano, entretanto, a paralisação dos caminhoneiros nos últimos dez dias de maio afetou negativamente o setor.
Segundo ele, até o início da greve, as vendas estavam em alta de 7% sobre o desempenho de abril. O “bustracking” feito pela Anamaco mostra que 90% das lojas foram afetadas de alguma forma pela greve (percentual um pouco menor no Norte 79%), com queda nos negócios período de até 40%, principalmente pelo atraso na entrega de mercadorias.
A variação negativa ocorreu nas regiões Sul (- 15 pontos percentuais - p.p.) e Sudeste (-8 p.p). Apesar da greve, no Norte, as vendas elevaram-se em 11 p.p.; no Nordeste a alta foi de 1 p.p. e no Centro-Oeste houve recuo de 1 p.p.. 
Entre as categorias avaliadas, tintas teve uma maior retração (-7 p.p.) seguida por revestimentos cerâmicos e telhas de fibrocimentos (ambas com uma variação de -3 p.p.).
O Bustracking, com perguntas específicas feitas pelo Instituto de Pesquisas da Anamaco, indicou um aumento expressivo no sentimento pessimista em relação às ações do Governo (de 27% para 52%), o que afetou a intenção dos lojistas de fazer investimentos nos próximos 12 meses (recuo de 42% para 27%). Para junho, os revendedores estão menos otimistas em relação a maio, lembrando que teremos alguns dias úteis afetados pela realização da Copa do Mundo de futebol. “Continuamos acreditando em um crescimento de 8% este ano”, conclui Conz.

 

Vendas no varejo de material de construção recuam 6% em maio
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